O Empreendedorismo Social é um campo de acção e investigação que tem vindo a ganhar uma crescente atenção por parte de académicos, políticos e profissionais dos diversos sectores da economia. E, embora a linguagem do Empreendedorismo Social possa ser relativamente recente, o fenómeno em si não o é.
Sempre existiram empreendedores sociais ao longo da história, ainda que não o fossem assim designados.
Exemplos:
- Florence Nightingale de Inglaterra, fundadora da primeira escola de enfermagem e desenvolvimento de práticas de enfermagem modernas na Segunda Guerra Mundial;
- Michael Young, fundador da “School for Social Entrepreneurs” (SSE), que desempenhou um papel central na promoção e legitimação do campo do empreendedorismo social;
- Maria Montessori, a primeira médica italiana, que nos anos de 1960 começou a trabalhar com crianças e criou um método de educação revolucionário que defendia que cada criança tinha um desenvolvimento único.
-
A grande diferença dos empreendedores sociais referidos, comparativamente com os actuais, reside na escala e no alcance do impacto social que os últimos conseguem gerar, bem como na multiplicidade de abordagens que são aplicadas para resolver os problemas sociais (Nicholls, 2006).
No momento presente, existem várias interpretações e definições de empreendedorismo social. Apesar da falta de consenso acerca deste conceito, o IES adopta como unidade de análise primordial o empreendedor social e a(s) sua(s) iniciativa(s), definindo o Empreendedor Social como um catalisador de mudança que resolve eficazmente problemas sociais.
Uma iniciativa de Empreendedorismo Social deve demonstrar quatro critérios base:
Iniciativas que…
1. Resolvem Problemas Sociais/Ambientais negligenciados
(Missão Social/Ambiental)
2. Potencial de Transformação Positiva na Sociedade a nível Social/Ambiental
(Impacto Social/Ambiental)
3. Desafiando a visão tradicional e utilizando modelos de negócio inovadores
(Inovação)
4. Potencial de crescerem e/ou se replicarem noutro local geográfico
(Escalabilidade/Replicabilidade)
A lógica de acção dominante no empreendedorismo social é a capacitação, vista como a promoção da autonomia e responsabilidade individual dos destinatários da iniciativa, sendo que estes devem assumir um papel activo na mudança pretendida. Esta abordagem vai além do paternalismo e protecção excessiva e permite que os destinatários façam parte da solução encontrada pelo empreendedor social, contribuindo para que a mudança efectiva se realize.
Frequentemente o empreendedor social adapta conceitos, ideias e ferramentas de negócio como veículo de inovação a fim de superar os desafios sociais. Por isso, a sustentabilidade financeira é mais do que uma mera preocupação de sobrevivência, é um requisito que a iniciativa deve cumprir para validar a sua existência.
Qual a diferenca entre Empreendedorismo e Empreendedorismo Social?

















